mar  2012
2

+leia mais sobre o lançamento

fev  2012
29

São Paulo de passagem

Posted In: SP 1971-2011 by olhares

No conto Água estagnada, o personagem de Luiz Ruffato revê os acontecimentos que deram rumo a sua história. Neles, a São Paulo dos anos 70 é um rito de passagem.

“(…) Os primeiros tempos, solidão e incerteza. Perambulei sem rumo, dormi ao relento, conheci gente de toda espécie, pensei em retornar, pensei em roubar, mas algo me empurrava para frente, vergonha talvez. Me falaram de um botequim no Ipiranga, quase divisa com São Bernardo, e lá me empreguei, seis, sete meses servindo cerveja, cachaça e batida a operários, desempregados, prostitutas, marginais, explorado pelodono, seu Ramón, um velho de fala enrolada que parecia gostar da falta de asseio do lugar, o balcão ensebado, o chão imundo, a morrinha que impregnava tudo, a esponja que lavava os copos, a pia onde escorriam, os tira-gostos, o tecido verde da mesa de sinuca, a roupa dos frequentadores, a minha pele, acalçada em frente, o ar em torno, tudo, tudo, tudo… (…)”

Lanchonete, um lugar de passagem e cenário comum nos anos 70

+ sobre o livro SP 1971-2011

fev  2012
27

Resíduos visuais

Posted In: SP 1971-2011 by olhares

Em bloco com cada um dos textos, um conjunto de fotografias reúne resíduos visuais do mesmo período abordado, ainda presentes no cenário urbano de São Paulo. Dos banquinhos de plástico do McDonalds, que em um dia da década de 80 se instalaram entre nós, aos carpetes estampados do Maksoud Plaza, imponentes na década de 80 e 90 e que talvez tenham no livro seu último registro.

Essa extensa investigação visual produzida pelo Coletivo Paralaxis preserva o aspecto subjetivo dos contos para falar da história que se desenrola ao nosso redor, se confundindo com o próprio tempo presente. São imagens que nos fazem lembrar do que vivemos, do que um dia já foi novidade na cidade, do que se estabeleceu definitivamente entre nós ou, depois de tempos gloriosos, está à beira de extinção. A diversidade das imagens pareceria aleatória não fosse ela a marca desta São Paulo de tantos contrastes.

Playcenter, construído em 1973

Carpetes estampados do Maksoud Plaza, anos 80

Banquinhos de plástico do McDonalds, invadindo os anos 80

Lei Anti-fumo, que colou de vez nos anos 2000

fev  2012
24

Para cada conto um ponto

Posted In: SP 1971-2011 by olhares

A história se constrói a cada momento, por ações e visões diversas e independentes, mas que refletem as referências culturais de onde e quando acontecem. Os contos reunidos no livro São Paulo 1971-2011 – história recente, versões literárias, resíduos visuais remetem a essa carga íntima, subjetiva e cumulativa do que conhecemos como história.

Cada um dos escritores escalados criou seu conto tendo como cenário de partida a cidade de São Paulo em uma das últimas quatro décadas. O narrador de Ruffato conta uma história dos anos 70, que não tem a cidade como palco principal mas como experiência prévia de transformação que culmina nos acontecimentos que marcaram definitivamente sua vida. Da mesma forma, a personagem principal de Loyola chega do interior do Estado na década seguinte e se deixa conduzir por uma nova realidade oferecida na capital, algo próximo do que se convencionou chamar de ‘vida fácil’. Em uma trama que flerta com o estilo policial e se aproxima de sua origem roqueira, Bellotto vai ao bairro da Liberdade construir seus personagens e os faz passar por situações insólitas em sua busca pelos refletores em um País sem oportunidades, no início da década de 90. Na história fantástica contada por Vanessa Bárbara, a cidade é protagonista e assiste à formação de uma fila que praticamente se transforma em um organismo vivo, lembrando uma rede social dessas de hoje em que todo mundo participa sem saber exatamente o porque, simplesmente faz parte da vida. No caso, da vida paulistana.

Os quatro contos reunidos no livro são inegáveis expressões da obra construída por cada um dos autores, mas têm curiosos pontos de convergência. Nos três primeiros, os personagens assumem comportamentos reprováveis pela sociedade padrão (quem se habilita a responder por ela?); não têm, entretanto, nenhuma maldade. No último é a sociedade que desvirtua os indivíduos, mas também não há má intenção de qualquer parte no que acontece; muito pelo contrário, é um movimento que flui com plena naturalidade. São reflexos, talvez, das incongruências do subconsciente paulistano e, enfim, de nossa condição humana.

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fev  2012
22

O tempo de leitura desta frase acabou de entrar para a história.

Essa fronteira tênue entre o tempo de agora e a história que acabou de passar é explorada no livro São Paulo 1971-2011 – história recente, versões literárias, resíduos visuais, novo lançamento da Olhares, que reúne contos produzidos especialmente por Luiz Ruffato, Ignácio de Loyola Brandão, Tony Bellotto, Vanessa Bárbara, nomes fortes da literatura brasileira contemporânea, e um ensaio fotográfico de fôlego do Coletivo Paralaxis.

Nas próximas semanas vamos postar trechos dos textos, fotos, entrevistas com os autores, comentários sobre a produção e repercussão do livro, além é claro, do convite para o lançamento, no dia 14/03, onde estarão presentes autores e equipe. Fiquem ligados!


Em meados de 70 surge o Sesc Pompéia: novos ares à área industrial

Cidade Tiradentes, paisagem que emerge nos anos 80 com o boom dos conjuntos habitacionais


Pinacoteca do Estado após a reforma de 90, espaço onde convivem estruturas de ferro e tijolo

Sede do Instituto Tomie Ohtake com suas diferentes formas e texturas, construído nos anos 2000

fev  2012
16

Só alegria!


UOL


G1


Metro


Band

fev  2012
15

Já é 4a feira e o carnaval se aproxima… Aqui na Editora, é folia desde o final do ano, quando foi lançado o Artesãos da Sapucaí, que ainda rende muitos confetes! (quer levar? aqui!)

Então propomos um pré-aquecimento para a festa principal, animando vocês com imagens belíssimas:

Vamos cair na folia?

Fotografias: André Nazareth

jan  2012
16

Mais notícias

Posted In: Artesãos da Sapucaí by olhares

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Sambazayres
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Rioetc.com.br
Papodesamba.com.br

jan  2012
13

Dia 17/01 será inaugurada a exposição Brasil e a transformação da paisagem, de José Caldas, na Galeria Jenner Augusto/Espaço Cultural Semear, Aracajú.

Depois de passar por SP, DF e RJ, o trabalho chega ao seu quarto destino e cidade Natal do fotógrafo. Programa imperdível!

jan  2012
5

Novo ano, novos projetos. E como desejamos um 2012 de muitas leituras à todos, reforçamos a promoção na nossa loja online – dá uma passadinha lá para conferir os descontos e arremate seu primeiro livro do ano!

No mais, aguardem novidades saindo da gráfica antes do carnaval… até!