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Quando Martin Parr tinha catorze anos, um professor anotou em seu boletim escolar: “totalmente preguiçoso e desatento”. Mas ele acabou se tornando um dos fotógrafos mais aclamados do mundo. Ao longo de sua carreira, Martin publicou mais de cem livros sobre temas variados, de balneários à fast food. Este, concluído pouco antes de sua morte, é o primeiro e único sobre si mesmo – uma autobiografia feita a partir de imagens.
De seus primeiros cliques, fotos de família e referências de outros fotógrafos a ensaios que o consagraram e trabalhos realizados na maturidade, o livro reúne mais de 150 imagens acompanhadas por lembranças e reflexões. A partir delas, acompanhamos a formação de sua identidade como documentarista, interesse que surge na infância e o leva à faculdade de fotografia mesmo sem nunca ter desejado ser um fotógrafo comercial. E percebemos de onde surge a mistura de humor e crítica social que assombrou o mundo da fotografia a partir do fim dos anos 1980, com uma série de imagens coloridas hiper saturadas e impactantes do litoral britânico.
Em meio às histórias que compartilha, Martin nos conta sobre sua abordagem e seus critérios para definir novos trabalhos; sobre seus truques para acessar os locais que deseja, ser ignorado pelo público e capturar a imagem certa; e confessa suas paixões particulares: multidões e filas, festas populares e o mau tempo nas praias. Este é o relato definitivo da carreira deste fotógrafo que influenciou gerações, com a curadoria das obras que definiram sua vida.
O legado de Martin Parr vai além de suas fotos, é de caráter humano. Passa por sua reflexão ética, mas mantendo essa coisa de não se levar tão a sério, de fazer piadinhas com as imagens aqui e ali, de preservar a curiosidade genuína com o que se observa, de saber ouvir críticas sem que interrompam sua criatividade. Além de manter o ímpeto de inovar, de experimentar constantemente, de desengessar conceitos e explorar as ferramentas que a fotografia nos dá sem esquecer de se divertir. Um mestre. Gabriela Biló
O impacto de Martin na fotografia contemporânea dispensa explicações, foi ele quem colocou humor e sarcasmo num pedestal onde antes só havia seriedade e rigidez. Lucas Lenci
Poucos fotógrafos influenciaram tanto a linguagem da fotografia quanto Martin Parr. Neste livro, ele compartilha a jornada por trás de um olhar que redefiniu nossa percepção do cotidiano. Sinto-me privilegiado por tê-lo tido como amigo, conselheiro e mentor ao longo de mais de dez anos. Julio Bittencourt
Sobre os autores: Martin Parr (1952-2025) foi um dos fotógrafos documentaristas mais influentes e reconhecidos do mundo. Membro da prestigiada agência Magnum Photos, ficou conhecido por seu olhar crítico sobre a vida cotidiana, capturado em imagens coloridas hipersaturadas que misturam humor, ironia e uma aguda observação social. Ao longo de sua carreira, publicou mais de cem livros e teve seu trabalho exibido em museus e galerias ao redor do mundo. Sua abordagem única redefiniu a fotografia documental contemporânea, influenciando gerações de fotógrafos que vieram depois dele.
Wendy Jones é uma biógrafa e romancista inglesa. Ela é doutora em Escrita Criativa pela Goldsmiths e foi a primeira pessoa a receber o título de mestrado em Life Writing (Escrita de Vida) pela University of East Anglia. É autora de livros como Grayson Perry – Portrait of an Artist as a Young Girl, The Sex Lives of English Women: Intimate Questions and Unexpected Answers e The Thoughts and Happenings of Wilfred Price, Purveyor of Superior Funerals, com críticas em veículos como The New York Times, The New Yorker, The London Review of Books e The Guardian, e já publicados em 11 idiomas. Insta @abilliontimes
Tradução: Jorge Henrique Cordeiro
ISBN:9786560920903
Páginas: 312
Capa: brochura