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Não-ficção criativa: 7 livros para repensar o mundo natural e urbano
Vários dos lançamentos desse ano se encaixam nessa linha de Não-ficção.
E para nós tem sido uma felicidade pesquisar e ampliar essa perspectiva de acesso à formação geral do conhecimento.
Um exemplo é o novo livro de Francesco Careri, arquiteto e acadêmico italiano que esteve na Flip em 2018. Caminhar, parar, hospedar-se parte de conceitos que ele já apresentou ao público, da caminhada como prática estética, de encontro com o outro e de ativismo, e agrega a ideia da hospitalidade como uma nova maneira de enxergar e habitar o mundo. Neste livro, Careri parte de epifanias que ele vivenciou em campo e remetem desde às rotas traçadas por animais antes dos humanos até a presença simbólica do cigano Melquíades em Cem anos de solidão, mostrando que uma caminhada pode ser também um reencontro com narrativas ancestrais. Em paralelo, ilustra experiências em projetos e iniciativas coletivas que apontam como a relação com o outro pode ser re-elaborada a partir do encontro e da hospitalidade. Se a narrativa autobiográfica de Francesco Careri convida a uma leitura rápida e instigante, por outro lado articula conceitos forjados por uma longa dedicação acadêmica ao tema, rompendo com o clichê da arquitetura sedenta por permanência — “A arquitetura não nasce sedentária, mas sim nômade” — e redefinindo o andar como ativismo urbano e hospitalidade expandida. Histórias como a da noite passada em tendas em Roma ou a de um “Living Room” na Suécia exemplificam como hospedar é habitar compartilhado. O resultado é uma leitura transformadora, em especial para arquitetos, urbanistas, caminhantes em geral, e sobretudo para todos os que desejam repensar as cidades.
Em O mundo de acordo com as cores, Livro do Ano no Reino Unido em 2022, James Fox conta a história das cores e seu impacto para a formação cultural da humanidade. Um passeio por episódios que ajudam a entender como, por meio delas, podemos compreender melhor as culturas estrangeiras e a nossa própria. Historiador da arte conhecido por narrar programas da BBC, James Fox inicia o livro com uma explicação do "fenômeno” cor em suas variadas matrizes, da física à psicologia, e, em seguida, conduz a história de cada cor por épocas e países distintos, conectando temas como raízes culturais, arte, ciência, filosofia e cultura pop. Segundo o próprio autor, quando as cores ganham vida em nossa imaginação, elas já estão impregnadas de sentidos, a depender de cada contexto cultural. Ao reunir referências de épocas e lugares tão variados, este livro fascinante nos mostrar como essas acepções são ecléticas e muitas vezes divergentes.
No livro Humanizar, do designer inglês Thomas Heatherwick, o objetivo de se dirigir ao público geral se coloca desde a primeira página, onde se lê apenas: "Para os passantes”. O livro é um manifesto sobre o direito a uma cidade melhor, tendo como pano de fundo uma crítica contundente aos padrões legados pela arquitetura moderna que marcam o espaço urbano em todo o mundo. Profissional com grande reconhecimento e três décadas de experiência, Heatherwick critica cidades que chama de tediosas, e propõe espaços que emocionam e acolhem. Para tanto, se apoia em argumentos que vão da neurociência à ecologia, e em centenas de imagens. Em resenhas sobre o livro, nomes como Alain de Botton, David Byrne, Noreena Hertz e Mike Bloomberg apontam em Humanizar uma leitura urgente e inspiradora para quem quer transformar ambientes urbanos. “Nos faz pensar."
Nossa linha de livros sobre a natureza, já integralmente voltada para o interesse leigo no tema, aprofunda essa relação com o best-seller internacional “Como ler uma árvore”. Nele, Tristan Gooley explica como, com uma série de técnicas de observação em campo, você pode acessar a história de uma árvore e o que ela tem a nos dizer sobre o ambiente em que está inserida. Gooley é um autor britânico, explorador e navegador natural. Como um detetive da natureza, ele ensina a decifrar pistas em galhos, folhas, cascas e raízes. Informações que permitem identificar, além de aspectos da árvore, a direção dos ventos mais comuns, a proximidade de água e o histórico ambiental do lugar. Publicados em 17 países, o livro combina ciência com experiência prática para uma vida mais próxima da natureza. A obra é perfeita para quem quer aprender a ler a paisagem de forma prática e avançada — ideal para leitores curiosos, amantes da ecologia.
Além desses títulos, também podemos citar na linha de não-ficção lançamentos anteriores, como Animais arquitetos, de Juhani Pallasmaa — que revela como as construções dos animais nos inspiram soluções ecológicas e Mulheres, casas e cidades, de Zaida Muxí, que redesenha a arquitetura urbana sob a ótica do cuidado e da equidade, ambos de 2024.
Mas a lista é longa!
Se sua curiosidade intelectual passa por estes recortes da história, do mundo e do pensamento com as lentes da criatividade, vale conferir por si mesmo a aba Não Ficção no site da Olhares. E, aliás, sugestões são bem vindas. Te esperamos lá!
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